Indústria do Plástico reage a Preconceito

Pressionado por ONGs ambientalistas de nível internacional, que difundem o preconceito e pregam a extinção do uso do plástico por contaminar a natureza, o Sindicato das Indústrias do Plástico da Serra Gaúcha – SIMPLÁS – decidiu reagir. O modo que escolheu é o esclarecimento da população escolar sobre a importância do produto e suas aplicações.

Denominada “Plástico do Bem” as peças da campanha tem linguagem simples e abordagem direta, utilizando o argumento de que, assim como a faca, o plástico não é responsável por “matar” pessoas ou animais, e sim o seu mau uso por decisão do ser humano.

O material plástico é utilizado para embalar 80% dos alimentos à venda nos supermercados, está presente em toda a cadeia de eletrodomésticos e bens duráveis e é 100% reaproveitável, explica a campanha.

No projeto elaborado pelo Simplás, a participação das escolas da rede pública ou privada é remunerada com dinheiro em troca dos resíduos coletados na sua comunidade e que são destinados à reciclagem. O efeito multiplicador da triagem do lixo pelas famílias é a melhor forma de esclarecer a sociedade, avalia o presidente do Simplas, Jaime Lorandi (Plásticos Itália).

O projeto piloto implantado em Farroupilha foi amplamente aprovado e a agora está presente também em estabelecimentos da rede escolar de Caxias do Sul.

Números e história do setor

Agregando um universo de 500 empresas e 11 mil postos de trabalho o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) assumiu o segundo lugar no ranking da economia caxiense.

O segmento ultrapassou há algum tempo o lugar historicamente desempenhado pelas indústrias da Alimentação, logo atrás do metal mecânico e elétrico, o carro chefe do segmento de transformação em Caxias do Sul.

Com o desaparecimento dos moinhos coloniais e de beneficiamento das farinhas, das grandes fabricantes de bebidas e massas, a atualizada tecnologia do plástico cresce com desenvoltura.

A previsão para 2018 é faturar mais de três bilhões de reais, consideraqndo a base territorial que abrange Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real.

A injeção de plástico na serra gaúcha se deve a um italiano, Pietro Zanella, que em 1970 associou-se à Madezatti, representada por Edemir Goácomo Zatti, e aos Grendene, para formar a indústria SIRA.

A cisão dos sócios deu origem a dois negócios.

Em Caxias do Sul a unidade fez foco na fabricação de tubulações em plástico para instalações elétricas e hidráulicas, que abasteciam as casas pré fabricadas da Madezatti.

Em Farroupilha, Alexandre Grendene Bartelle passou a fabricar embalagens de plástico para garrafões, inovando com a nova tecnologia, substituindo a empalhação artesanal comum nas vinícolas.

O mesmo Alexandre investiu posteriormente na manufatura de chinelos de dedo e sandálias, se transformando num “case” de sucesso mundial.

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