General Mourão rejeita a Ditadura

Numa palestra institucional com duas menções a sua condição de candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, o gaúcho de Porto Alegre General Antonio Hamilton Martins Mourão, fez na CIC de Caxias do Sul um diagnóstico sobre a situação política e econômica do País.

Para um auditório lotado de empresários, Mourão discorreu sobre o papel do País no cenário geopolítico mundial, apontando ameaças planetárias, potencial de risco em eventos na América Latina e a situação limite que vive o Brasil.

A proliferação de Medidas Provisórias, decretos, leis ordinárias compromete a credibilidade dos contratos jurídicos, fortalece a burocracia e seus carimbos e compromete o funcionamento do estado, dominado pelas corporações.

Mourão enfatizou que nem ele nem Bolsonaro compartilham da pregação em favor de uma ditadura e que justiça e democracia são as bases da liberdade. Questionado pelos presentes o militar criticou a ineficácia dos órgãos de controle e acompanhamento do correto uso dos recursos públicos, mencionando o COAF – Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF) e o próprio Tribunal de Contas da União, seletivo em suas cobranças mas omisso em outras, diante do comprovado e sistemático desvio de dinheiro.

Sobre a intervenção no Rio de Janeiro o palestrante entende que às Forças Armadas coube apoiar os órgãos de segurança do estado, preparar e aparelhar o contingente das polícias civil e militar, e que só isso não basta para combater o tráfico. Para ele há que se intervir na instalação de escolas, na oferta de serviços, na assistência ao cidadão, porque hoje o traficante é modelo dos adolescentes passam os percebem como símbolos de dinheiro, poder, mulher e status social.

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